Resenha: Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently

Lorraina Almeida 0 Comments


Olá, pessoal!
Hoje estou aqui para mais uma resenha do blog, vou falar para vocês como foi a minha experiência lendo Douglas Adams pela primeira vez, e não foi com o seu livro mais famoso O Guia do Mochileiro das Galáxias, mas com esse livro incrível que vou comentar.
Vamos à resenha!

Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently é um livro maravilhoso, a sua história consiste basicamente em acontecimentos aleatórios que envolvem o personagem principal: Richard.
Num primeiro momento nós temos o personagem, um engenheiro de comunicação, em uma reunião com os professores de sua antiga universidade, eles estão jantando e a única coisa que ele consegue pensar é no quão atrasado ele está com o seu trabalho e com os prazos que o chefe dele deu para ele, e o quão o seu relacionamento com a irmã do seu chefe está indo por água a baixo pois ele está sempre pensando no seu trabalho, mas nunca o executando.
Nada de diferente na vida de qualquer trabalhador, apesar de todos os atrasos Richard volta para casa e de repente se vê como suspeito da morte do seu chefe que ocorrera na mesma noite e perto do lugar onde ele estava jantando. A partir desse momento a história toma um rumo altamente insano.

Claro que não poderia deixar de fora o personagem que dá nome ao livro, Dirk Gently é um investigador que estudou com Richard na faculdade, mas o seu trabalho nunca foi levado a sério, exatamente por trabalhar caçando gatinhos perdidos ou algo do tipo, dando golpes em todos os seus clientes e, claro, a sua maneira de juntar acontecimentos completamente sobrenaturais ou improváveis para explicar algo simples. Porém, na história do Richard, ele é a peça fundamental para ajudá-lo a entender o que está acontecendo em sua vida e até mesmo no seu trabalho, somente através do Dirk e de todas as suas loucuras, é que é possível explicar cada um dos acontecimentos do livro.

Uma coisa bem complicada ao ler esse livro é que a sucessão de eventos narrados não fazem sentido enquanto você vai lendo, mas no final todos os acontecimentos se encaixam perfeitamente.
Eu tive muita dificuldade ao longo da leitura de conseguir acompanhar o ritmo, Douglas Adams escreve de um jeito muito único, rápido, e, como eu disse, nada parece fazer muito sentido até chegarmos no final da história.

É como se você estivesse lendo uma receita de bolo, e no meio da receita estivesse dizendo que o bolo só vai ficar bom se você cantar uma música da Galinha Pintadinha enquanto bate os ovos, obviamente que você iria ignorar essa parte da receita por achar ser um engano, mas ela é exatamente a chave para o sucesso da receita.
Não sei se a comparação ficou boa, mas foi exatamente essa a sensação que eu tive quando no meio do livro me peguei lendo um artigo que o Richard escreveu sobre como as ondas sonoras musicais são parte fundamental da criação do universo.

Vou deixar vocês com essa reflexão, vocês acham possível essa teoria? Ela faz absolutamente todo sentido depois que você lê no livro do Adams, juro!
Espero que vocês tenham gostado da resenha, comentem aqui embaixo quem já leu o livro ou ficou a fim de ler depois daqui! 
A gente se vê no próximo post!

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