Resenha: Outros Jeitos de Usar a Boca, Rupi Kaur

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ISBN-13: 9788542209303
ISBN-10: 8542209303
Ano: 2017 / Páginas: 208
Editora: Planeta Brasil
Sinopse: 'outros jeitos de usar a boca' é um livro de poemas sobre a sobrevivência. Sobre a experiência de violência, o abuso, o amor, a perda e a feminilidade. O volume é dividido em quatro partes, e cada uma delas serve a um propósito diferente. Lida com um tipo diferente de dor. Cura uma mágoa diferente. Outros jeitos de usar a boca transporta o leitor por uma jornada pelos momentos mais amargos da vida e encontra uma maneira de tirar delicadeza deles. Publicado inicialmente de forma independente por Rupi Kaur, poeta, artista plástica e performer canadense nascida na Índia – e que também assina as ilustrações presentes neste volume –, o livro se tornou o maior fenômeno do gênero nos últimos anos nos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos.

Olá, pessoal! Como vocês estão?

Hoje estou aqui para poder falar um livro in-crí-vel!
Provavelmente vocês já conhecem Outros Jeitos de Usar a Boca da Rupi Kaur, o livro fez um sucesso estrondoso quando foi lançado, é utilizado por diversas ícones feministas e os seus trechos estão o tempo todo nas mídias sociais.
Porém, como livros nunca ficam velhos e eles estão sempre se ressignificando, nada mais justo do que falar para vocês aqui como foi a minha experiência particular com ele.
Vem comigo!

Eu conheci a Rupi -e acredito que todos conheceram de forma parecida-, através de um vídeo publicado no Facebook com várias atrizes declamando os versos. O vídeo é maravilhoso e eu vou deixar o link dele aqui se vocês quiserem conferir.

Ler esse livro foi fundamental para mim, porque pude de fato entender o que o feminismo representa para mim e para todas as mulheres do mundo, e o quanto passei a vida inteira defendendo essa bandeira sem nunca ter tido o conhecimento dela verdadeiramente. Engana-se quem pensa que o livro é um panfleto de militância ou algo do tipo, ele é composto por poesias lindas e sofridas, verdadeiras dentro de uma verossimilhança do livro com o mundo e do livro com ele mesmo.

Desconstruir padrões define exatamente a sensação que eu tive ao lê-lo, a imponência da mulher não está somente no exterior e nos estereótipos sociais construídos pela mídia da beleza; estar sozinha é um ato de encontro consigo mesma, não significa que você não é feliz e que não possa florescer para o mundo; os abusos psicológicos podem ser muito sutis se você não prestar atenção, e eles são aterradores; o preconceito morre quando você aceita a si mesma, porque você só critica a outra quando não está satisfeita com algo que existe dentro de você.

A importância de se desconstruir de preconceitos é a força motriz para que consequentemente a nossa voz seja ouvida e reverbere através do machismo. A igualdade e a equidade externas e sociais só são possíveis quando as duas habitam dentro de si. E esse foi o maior presente que esse livro me deu, a possibilidade de romper determinados preconceitos.

Gostaria de acrescentar aqui que a leitura desse livro não só é importante para as mulheres, mas para toda a sociedade, mesmo possuindo um viés feminista ele também pode ajudar com qualquer tipo de intolerância e, claro, se você for homem e ainda pensar como os homens do século XIX, também vale a leitura para abrir os horizontes e repensar suas verdades absolutas.

E por último -mas não menos importante-, vale lembrar que toda e qualquer violência contra a mulher é crime e deve ser denunciada, elas podem ocorrer diretamente na Delegacia da Mulher ou através do Ligue 180.

Alguém por aí já leu esse livro? Não? Corre para adquirir o seu e ler. E caso já tenha lido, comenta aqui embaixo o que achou, vamos conversar sobre ele!
Até o próximo post!

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