Resenha: Mapa dos Dias, Ransom Riggs

Lorraina Almeida 0 Comments


Olá, pessoal!
Hoje estou aqui para comentar com vocês como foi minha experiência de leitura de Mapa dos Dias, do Ransom Riggs. Caso não tenham conferido a resenha do último livro, eu postei ela aqui no blog no início desse ano, é só clicar aqui para ler.

Ler esse livro foi uma mistura de sentimentos, ao mesmo tempo em que estava extremamente feliz de poder participar mais uma vez da vida dos peculiares e embarcar em novas aventuras, estava também impaciente com as suas escolhas e a maneira que eles lidavam com os problemas. 

Por causa dos acontecimentos do último livro, os peculiares da Srta. Peregrine podem estar no presente sem o medo de envelhecer rapidamente, porém eles não estão mais estagnados nos sentimentos e frustrações infantis, a adolescência começa a dar as caras e em alguns momentos eles me irritavam profundamente com atitudes de adolescentes.

Outro ponto que não ajuda na maturidade deles é a maneira que a Srta. Peregrine continua os tratando, eles não são mais crianças e parece que ela ainda está presa naquela fenda temporal cuidando de seus pupilos, sem em nenhum momento pensar e refletir sobre tudo o que eles passaram quando estavam procurando por ela, omitindo, inclusive, informações acerca do que eles mesmo estão vivendo no mundo peculiar. O que, consequentemente, faz com que eles tenham essa necessidade irritante de provar que são maduros, mais velhos e altamente capazes de lidar com qualquer coisa.

Jacob ainda é um personagem que possui um carisma maravilhoso, mas nesse livro ele é muito impulsivo, o que antes rendeu na descoberta de quem ele é de verdade, mas dessa vez ele só atropela os sentimentos dos outros sem pensar sobre isso.

Os acontecimentos se passam nos EUA, em diversas épocas diferentes, o território americano é uma bagunça, não existem mais ymbrynes, e uma guerra civil peculiar está a ponto de acontecer. O fato de se desenrolar na América do Norte possibilitou que o escritor mencionasse e abordasse assuntos que fazem parte da memória histórica do lugar, como a segregação racial. O que é bem positivo se você pensar que a geração atual está consumindo esse tipo de conteúdo que fala e debate sobre os problemas sociais que existem até hoje.

O romance de Emma e Jacob, é um assunto muito delicado nesse livro, inclusive para eles mesmos. Pela primeira vez em sua vida, desde que Abe foi embora, Emma está lidando com a sua falta e sua morte, ela é um misto de sentimentos porque tudo parece muito recente quando se vive o mesmo dia repetidamente por 50 anos e de repente não mais. Porém, esse também é um assunto delicado para Jacob, ele não teve nenhum tempo de viver o luto por seu avô, e o fantasma dele está sempre o rodando na sua vida, e existe dentro dele uma necessidade de seguir os passos de seu avô e é esse sentimento que dá o tom para toda a história do livro.

Preciso confessar que tenho muitas reservas em relação à esse livro, os acontecimentos são rápidos, apesar dos capítulos serem maiores, e a leitura acontece de maneira bem leve, terminei antes da minha meta. Contudo ele é um grande ponto de interrogação, existem muito mais perguntas do que respostas, é um livro totalmente novo com os velhos personagens que eu amo, ele pode dar muito certo ou muito errado e tudo vai depender de como o autor vai conduzir nos próximos livros. Então, no momento só me resta torcer para que ele continue fazendo um trabalho maravilhoso como foi nos último livros.

E vocês, já leram esse livro? O que acharam? Me conta aqui nos comentários pra gente conversar!
Até o próximo post!

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